segunda-feira, 28 de março de 2011

Simples problemão

Eu estou cheia de duvida sobre o que eu quero do futuro da minha vida. Cresci dizendo para minha familia que iria ser uma médica de sucesso, ia passar pra medicina no vestibular e cursar pediatria.
Mas o tempo passa, você cresce, as pessoas ao seu redor mdam e somem, você aprende muita coisa se decepcionando – ou não – e você abre a sua mente pra o mundo real, deixando para trás todas aquelas fantasias de infância – de que ser adolescente vai ser otimo, que você vai poder sair pra curtit, e que até mesmo o seu principe virá te buscar montado em um belo cavalo branco.
Quando você chega no Ensino Médio e ver que as coisas já não são mais 2 + 2 = 4, você começa a abrir o olho. Tudo o que os professores falam e'que estão te preparando para o vestibular, para o ENEM, para o seu futuro como adulto. E isso, o fato de estar cada vez mais perto, me deixa ainda mais confusa. Começo a achar que estou pirando, porque olha. Eu não me dou muito o direito de dizer “eu não preciso me preocupar, porque ainda tem muita coisa para acontecer.”, porque não tem. Não é bem assim, eu tenho que me decidir, e logo. Sei que não é a medicina que eu quero para minha vida, mas tenho medo de decepcionar meus pais. O meu pai sempre chega me chamando de doutora e isso chega a machucar...
Eu gosto de literatura, é algo que me atrai. Todas aquelas histórias de romantismo, arcadismo... enfim. Uns gostam de matemática, eu gosto de literatura. E u gosto de escrever, e muito, é a maneira que eu acho de expressar meus sentimentos, eu escrevo aqui pro blog, e escrevo histórias também, quase livros, mas estes eu tenho uma vergonhazinha de postar, ér.
Mas eu sei que pode ser só coisa do momento – que por acaso tá durando muito tempo – e que eu mude de ideia. Mas de uma coisa eu tenho certeza, quero escolher algo que me faça bem e que eu realmente goste de fazer.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fun fun fun 2.0

Era uma quarta-feira, eu e mais duas amigas decidimos fazer um pequeno 'tour' – se é que posso dizer assim – por nossa cidade, pegando um ônibus perto da nossa casa, de lá iamos até a integração e pegariamos outro ônibus para ir pro colégio.
Enfim dentro do ônibus, já estavamos um tanto quanto fora de controle, rindo de tudo, fazendo piadinha e até falando com algumas pessoas na rua, - o que pode ser muito divertido mas ao mesmo tempo, bastante embaraçoso – até o momento em que chegamos a integração. Lá foi onde o ápice da história começou. Tinha muita gente lá e o nosso medo era que todos eles fossem no mesmo ônibus. 85% foi. Agindo rapidamente , fomos umas das primeiras a entrar e corremos para o fundo, e então o ônibus começou a lotar. Quando ele deu partida, comecei a dizer para minha amiga que ela não abortasse, mas que ela tinha estragado sua vida engravidando e tal. O homem ao nosso lado ficou nos olhando estranho, mas o detalhe é que a minha amiga nunca esteve grávida. Depois de algum tempo, sem combinar nada com as meninas, eu apontei pro céu e falei: “ Caramba, o que é aquilo?” Todas as pessoas que estava por perto olharam procurando por nada, inclusive as minhas amigas.
Mas no final, depois que passa a gente vê a merda que fez e dá muita risada, porque apesar de tudo, foi divertido.

terça-feira, 22 de março de 2011

Happier.

      Hoje eu to feliz.
Não sei se feliz é a palavra certa para definir o que eu to sentindo, é só que faz tantos dias que eu não me sinto como eu estou me sentindo hoje, que eu não rio como ri hoje. Ta diferente. Talvez seja porque olhares da pessoa que a gente gosta faça isso com a gente. Não estou muito inspirada hoje para escrever. Sério, nem na prova de literatura eu estava inspirada, e olhe que hoje aconteceram várias coisas que me deram motivos para ter varias inspirações, mas né. E quando eu digo para escrever, é não escrever em nada mesmo, nem no meu livro/web eu consigui escrever nada, e olha que eu já todas as ideais da cena formadas e tal, mas simplesmente não sai. Não sei se vocês já se sentiram assim, enfim.
  Aquele meu drama do texto abaixo (Gunslinger) foi deixado de lado por ora, pelo menos hoje, hoje eu estou bem, e não vou deixar com que nada faça com que eu me sinta mal. Vou ser block no twitter ajudando os Echelons com a tag de 5DaysToMarsinBrazil, vou conseguir mais de 2 ask nas minhas messages do tumblr, e vou começar a construir coragem para adicionar uma certa pessoa no orkut.
   Construir coragem... ficou estranho isso. Enfim, criar coragem :)
   Estou com 8 filmes para assistir, mas tenho prova na sexta, não que isso faça com que eu não assista o filme, porque pra mim tanto faz, sei que não vou conseguir estudar nem na quinta a tarde, então. Mas, de todo jeito, sinto preguiça de assistir esses filmes. Um eu vou deixar para assistir com minhas amigas, Pacto de Sangue, se alguém já assistiu, por favor me digam se é bom, porque não quero perder meu tempo.
  Enfim, agora, eu vou começar a pensar em um texto pra colocar aqui. Se bem que eu já tenho um pronto, que escrevi quando faltou energia na minha cidade, [belesa, arrazei] e, por isso, quando eu postar aqui, colocarei quando foi escrito e coisas do tipo, enfim.

sábado, 19 de março de 2011

Gunslinger


Acho que isso consegue ser diferente de tudo o que eu já podia ter sentindo. É forte... machuca. É uma dor que vai corroendo tudo por dentro. Meu coração já não é mais o mesmo, porque você está conseguindo quebra-lo aos poucos.
Flores... sempre tão lindas, cheirosas, cheias de vida, mas morrem...aos poucos. Principalmente quando não recebem seus cuidados especiais. Eu estou me sentindo como uma flor prestes a morrer. Triste, caida, sem carinho, sem amor, despedaçada, caindo aos poucos sempre mais e mais.
E você é como uma rosa. Lindo e cheio de espinhos, que machuca àqueles que mais o adoram.
Existe um vazio profundo dentro de mim, um abismo. Acho que estou ficando louca. Quando você está por perto de mim, eu fico feliz por ora, fico bem, mas daí você se distanceia, vai para o seu mundo, e então eu me dou conta de que estou tremendo e de que não estou com você. Você está num mundo em que podem te abraçar, rir com você... ouvir tua voz. E eu apenas fico com o vento, que me traz lembranças do teu jeito, do teu olhar...
O amor... você não consegue viver com ele. E nem sem ele. Porque isso está acontecendo comigo? Porque simplesmente não me aceita? Ah, mas se eu tivese a chance de fazer só um pedido, eu pedia para ser tudo mais fácil, para que pudessemos ficar juntos logo de uma vez.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Going under

A vida nem sempre é justa para àqueles que merecem. A gente sofre e vai aprendendo como as coisas realmente são. Todo mundo tem seus motivos para tristezas e decepções, o meu, no caso, é o problema de sempre se envolver demais com bandas. Eu escuto uma música, escuto outra, e daí, com um tempo, não sei mais como é minha vida sem aquelas músicas, sem aquela banda, sem aquelas pessoas. Elas se tornam a coisa mais importante na minha vida, e então surge a enorme necessidade de vê-los, ir a um show, conhecer, estar perto, respirar o mesmo ar. Você fica com aquilo na cabeça o tempo todo, pensando em como seria se eles viessem para seu país, em como você ficaria feliz se isso acontecesse, no seu estado de espirito em estar pulando ouvindo aquela musica, mas naquele momento você estaria no show de verdade, com seus idolos pulando, cantando e gritando junto com você e com mais milhões de pessoas, todas elas com uma aurea perfeita de prazer e felicidade incontestaveis. Seria perfeito, é perfeito. É muito diferente de estar sozinho no quarto com o fone de ouvido no volume máximo, pulando e gritando feito um idiota. [ eu faço isso naturalmente, é uma rotina, ér.] 
Mas como já disse antes, quando você quer muito uma coisa, pensa demais naquilo, você atrai, e quando você não está sozinho nisso, ou seja, quando tem muito mais pessoas pensando e desejando aquilo também, então a velocidade do acontecimento é muito maior. Isso quer dizer que, sua banda favorita vem para o seu país. No momento isso está acontecendo comigo. E a banda no caso é o 30 Seconds to Mars. Em 22 dias eles estão aqui. Ou até mesmo, menos que isso. 18 dias mais ou menos. Dia 27 de Março, show em São Paulo, e dia 29 no Rio. E só. Já percebeu qual é o problema? Já entendeu porque o da minha tristeza/decepção? Então eu explico. APENAS Rio de Janeiro e São Paulo. Só essas duas cidades. E o resto do país? Bom, não sei. A não ser que você tenha os melhores pais do mundo, eles deixem você ir pra todo show que você quiser, e muito dinheiro no bolso, pra você tudo bem, localidade nunca vai ser um problema. Mas pra mim, tudo é problema.
Quando saiu a noticia das cotas para o show, de que eles só viriam se uma certa quantia de cotas fosse vendida, eu entrei em desespero, porque já estava bem claro que só teria data para Sampa e Rio, sem chances para outras cidades. Mas mesmo assim, não desisti do meu sonho. Quando encontrei minha mãe, fui logo falar pra ela o que tava acontecendo, e sabe o que ela fez? Olhou no fundo dos meus olhos e deu a risada mais sarcastica que eu já tinha visto/ouvido em toda minha vida e falou com toda frieza “Ah, tadinha. Tenho pena dos sonhos que você tem.” Se virou e saiu. Aquilo foi a coisa mais triste pra mim. Eu nunca esperei uma atitude dessas da minha mãe. Se ela quisesse rir de mim, ela que risse depois, não na minha frente. [e lembrar disso esta me fazendo chorar]. Isso me machucou muito, mas eu ainda tinha meu pai como esperança, e uma tia que mora no Rio como desculpa. O ato do meu pai foi bem melhor, meu pai me entende, sabe que eu tenho sentimentos, diferente da minha mãe; Quando cheguei pra ele e falei, ele me abraçou e disse “sei que você que ir, sei que é um sonho teu, mas o meu sonho é ver você formada, casada com um homem bom, com filhos lindos, e bem sucedida no trabalho. Pra isso, eu não posso permitir que o meu anjinho vá para o Rio sozinha com sua mãe, sem nenhuma das duas terem nunca ido pra um lugar assim. Desculpa, meu amor, mas eu estou fazendo isso pro seu bem, e porque eu me importo com o seu bem estar.” Eu já estava chorando quando ele terminou de falar. Suas palavras foram ao mesmo tempo reconfortantes e torturantes, ele falou o que tinha de falar e eu entendi muito bem o lado do meu pai. Claro. E respeitei. Não falei mais sobre isso, e choro todo dia escondida de tudo e todos. Sorrio na escola, na frente de amigos e familia, mas eu choro por dentro poque tenho um coração quebrado e um sonho destruido. Mas mesmo destruido, eu não quero que meu sonho morra nunca. Eu sei, e acredito muito nisso, que eu vou ter minha oportunidade de conhecer o Thirty, de abraçar o Jared, de dançar com o Tomo, e de contar piada pro Shannon. Tá, eu sei que quero demais. Ir a um show e vê-los de perto já é o suficiente. Mas já que não podemos nos satisfazer de verdade com o que queremos, não somos proibidos de sonhar. Mesmo que esse sonho te machuque e te faça chorar. Mas me intriga ter que chegar no colégio rindo e fazendo besteira com as pessoas, todas pensando que eu não tenho problemas, e quando chego em casa, me trancar no meu quarto, ouvir músicas, e deixar lágrimas escorrerem pelo meu rosto, e depois viver tudo de novo. Dia desses até pensei que tinha superado, mas está cada vez mais perto do dia do show. Está cada vez mais dificil, me dói mais. E acho que pior do que está na sala assistindo tv, ou no meu quarto tentando pular ouvindo outras bandas, vai ser quando eu entrar na internet, e ver, no twitter, no tumblr, no orkut, ou em qualquer canto, as pessoas dizendo que foi a melhor noite de suas vidas, que eles são lindos e maravilhosos, que foi muito foda, com fotos maravilhosas... Mas eu já superei tanta coisa na minha vida, vou superar isso também, afinal de contas, Ele nunca coloca nada na nossa vida que a gente não suporte. E se isso ta acontecendo comigo agora, é porque vem coisa muito melhor, coisa muito boa pra mim, que vai trasformar em muitos sorrisos todas essa lágrima que eu derramei. Tenho Fé de que vai da tudo certo, e eu vou ficar bem. Apesar da tristeza de não estar lá, conhecer minhas amigas e amigos, perto do Jay, do Shann, e do querido Crazy Mofo, de saber que vai ser péssimo ver as fotos e comentários do pós show, eu desejo de coração, de verdade, que todos os Echelons que vão para esse show, aproveitem bastante, que soltem todas as energias reprimidas, que gritem bem muito, cantem, chorem, riam, e façam com que seu sonho seja realizado do melhor jeito possivel, porque já foi muito dificil fazer com que eles viessem, então, já que vão estar aqui, tem que fazer valer a pena.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Too Much

  No inicio eu não pensei que fosse assim, mas acabei abandonando o meu blog por uma coisa chamada tumblr. Acho que o blog é bom pra eu colocar meus textos, alguns pensamentos, e já no tumblr, eu vejo postagens de outras pessoas, pequenas frases que definem bem o que eu estou sentindo, fotos, gifs que me fazem rir, e sem contar que lá, eu já tive mais visualização do que aqui. Fico feliz com isso. Mas já que eu estou aqui, vou desabafar um pouco sobre o que anda me acontecendo.
  É diferente de tudo o que eu já senti antes, quando ele está no meu campo de visão, eu fico bem, ele me transmite uma paz incrível. Mesmo sem falar com ele, abraça-lo, só em o ver, eu fico tranqüila, mas então ele some de vista e é como se o mundo desabasse ao meu redor. Fico triste, querendo poder ter a chance de o ver o tempo todo, mesmo sabendo que no momento isso não é possível.
  Minha amiga chama isso de amor. Ela diz que eu estou completamente apaixonada. Devo acreditar nela? Bem, sim, porque eu sei que é isso mesmo o que está acontecendo comigo. Eu passo o dia todo pensando nele, em como seria maravilhoso se ficássemos juntos... mas isso dói. Dói muito. As vezes acho que ele também gosta de mim, pelo jeito que ele me olha... estou vivendo em um oceano de confusão e isso não é agradável. Ultimamente tenho lido mais livros que o normal. Em pouco mais de duas semanas já estou terminando toda a série de Percy Jackson só pra ocupar minha mente e evitar ilusões em meus pensamentos.
  Espero que essa dor do amor passe, e eu volte a viver como antes, só que com ele ao meu lado. Juntos. Felizes. E só.